Sindicato divulga nota repudiando o retorno de aulas presenciais

Na publicação, Sintemmd citou precariedades nas unidades educacionais e o risco eminente de contágio nas escolas

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal de Divinópolis (Sintemmd), publicou uma nota de repúdio para o Governo do Estado, sobre o anúncio do retorno às aulas presenciais, para o dia 05 de outubro. Segundo a entidade, neste momento “não existem indícios científicos que garantam integralmente a saúde e a vida dos trabalhadores da educação e da comunidade escolar”.

Ao PORTAL, o diretor do sindicato, Rodrigo Rodrigues, informou que as decisões para a publicação da nota, foram realizadas pela diretoria colegiada do Sintemmd, através de uma reunião virtual e que acompanharão o pronunciamento das autoridades locais. Nesta sexta-feira (25), a prefeitura informou mais detalhes sobre o retorno às aulas na rede municipal em Divinópolis.

Riscos e precariedades

Na publicação, o Sintemmd destacou que, frente ao estado de calamidade pública, reforçou a necessidade de manter o isolamento social, para conter a propagação de infecção viral, sendo esta a medida mais indicada pelos órgãos competentes. 

“As unidades educacionais são dotadas, em sua maioria, de potenciais vetores de contágio – crianças e jovens – e que mantém grande convívio com vários cidadãos que constam em grupos de risco”, informou o sindicato. “Os professores, em número significativo, trabalham em mais de uma instituição, intensificando a circulação do vírus e inevitavelmente aumentando a propagação da pandemia”.

A entidade ainda destacou também a precariedade das estruturas físicas municipais e declarou que “a maioria das unidades não têm lavatórios suficientes, não há recipientes para sabão líquido e toalhas de papel e a circulação de ar é comprometida em várias unidades, por serem casas adaptadas para o funcionamento”. De acordo com o sindicato, não houve a estipulação de uma estruturação das unidades, para o recebimento da comunidade escolar. 

“Embora o regime de atividades não presenciais tenha sobrecarregado os profissionais da Educação, exercendo carga horária superior às condições presenciais, há uma disposição dos mesmos em manter os vínculos com os alunos e familiares. Contudo, esse retorno deve ser feito no tempo certo e com toda segurança necessária para alunos, profissionais da educação e população”.

A classe finalizou dizendo que diante de toda essa realidade, repudia o retorno, neste momento, por expor toda a população a um risco eminente de contágio.

Marcelo Lopes

Marcelo Lopes

Graduado em jornalismo e apaixonado por esportes e histórias.

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