Sintram emite nota de repúdio contra crítica de vereadores a servidores

“Servidores não estão no serviço público por indicação ou a “reboque” do irmão deputado”, dispara sindicato

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram) emitiu nota repudiando a crítica feita pelos vereadores de Divinópolis Eduardo Azevedo (PSC) e Flávio Marra (Patriota) contra os servidores municipais. As declarações foram feitas no dia 23 de fevereiro. 

Eduardo Azevedo chegou a criticar os salários que beiram os R$30 mil na câmara municipal, chamando os servidores de “marajás”. Afirmou que trata-se de “direito adquirido”, mas que eles “precisam produzir”.

Já Flávio Marra criticou a atuação dos funcionários do Crevisa. Disse que esteve na unidade e que vários servidores não haviam aparecido para o trabalho. Afirmou ainda que não havia castração e que a administração do Centro estava fechada.

Na nota, o sindicato acusa os parlamentares de jogar a população contra os servidores.

“Curioso, que a ação de ataques aos servidores parece articulada com o Executivo, que em menos de um mês de mandato, conseguiu que o sindicato registrasse várias reclamações da categoria relativa ao trato inadequado das chefias, inclusive de assédio moral”, afirmou em nota.

Em resposta a Eduardo, o sindicato disse que “é importante destacar que os servidores efetivos da Câmara, não estão no serviço público por indicação ou a “reboque” do irmão deputado estadual. Ao contrário disso, prestaram concurso público, oportunidade, que é aberta a todos os cidadãos. Estudaram, passaram no concurso e por mérito e a legislação pertinente à época conquistaram a atual remuneração”.

Ainda segundo a nota, os servidores “não burlaram a lei ou cometeram qualquer ilegalidade”

“Há que ter respeitar a história de cada trabalhador municipal. Se hoje a Câmara Municipal de Divinópolis é referência em conhecimento técnico e inovações para muitas outras cidades da região é porque detrás dos vereadores e seus gabinetes estão os servidores de carreira executando todo trabalho técnico, legislativo e de transparência à comunidade”.

O sindicato ainda atribui o mesmo termo usado pelo vereador a ele.

“Marajá é denominação adequada para o senhor vereador, que chegou ao serviço público sem nenhum esforço, apenas com o “nome” e “transferência de votos” do seu irmão deputado e o melhor com salário inicial de mais R$9 mil, com quatro assessores e todas regalias necessárias em seu gabinete. Qual sua história pela população de Divinópolis? Pelo serviço público municipal, senhor vereador? A cidade te conhece pelo seu irmão, não pelo seu esforço e trajetória”, atacou.

A nota segue: “Marajás são aqueles políticos, que usam do populismo, são muito bem remunerados, ficam só no discurso, mas de fato não fazem nada para o povo. Ao contrário disso, servidores municipais, são trabalhadores, que entraram pela porta da frente da Prefeitura, por meio de concurso público, não precisaram atacar e ter apoio de ninguém, foi simples mérito e esforço. E é bom que a população saiba que os servidores, em sua maioria, com anos de serviço público têm salários na faixa de R$2 mil, mesmo com curso superior e pós. Os altos salários, em sua maioria, estão reservados aos cargos de prefeito, vice, secretários, comissionados e vereadores”.

O Sintram ainda disse que os discursos de Eduardo e Flávio Marra parecem combinados.

“O Sintram, como representante do funcionalismo, vem alertar ao vereador (Flávio Marra), que é fundamental, antes de trazer denúncias ao público à apuração dos fatos. Caso contrário, a Câmara será palco para ataques e denuncismos irresponsáveis”.

“Quais servidores não estão cumprindo a jornada? O papel de fiscalizador exige responsabilidade e informações oficiais. A Legislação municipal é clara relativa aos direitos e deveres dos servidores e há sim punições aos servidores, que não cumprem com suas obrigações”, indagou.

O sindicato ainda disse que “antes de atacar o servidor municipal, os novos vereadores deveriam conhecer de perto a realidade de cada setor da Prefeitura e suas dificuldades”.

Leia a nota na íntegra.

 

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