Vereador pediu apoio aos colegas para investigar a gestão da unidade; Empresa foi alvo de operação da Polícia Federal

O vereador Eduardo Azevedo (PSC) fez uso da tribuna da Câmara Municipal de Divinópolis para solicitar apoio dos demais vereadores em requerimento de implantação de uma CPI para investigar irregularidades na UPA de Divinópolis. O contrato firmado com a Organização Social gestora prevê um repasse de mais de cem milhões de reais em cinco anos, dinheiro público investido na área da saúde.

O vereador lembrou a investigação que está sendo promovida pela Polícia Federal em Divinópolis, em parceria com a Controladoria Geral da União. Conforme apurado por estes órgãos, a Organização Social responsável pela gestão da UPA teria cometido uma série de irregularidades e ilícitos, tais como superfaturamento, contratação de serviços que a mesma tinha obrigação de realizar, bem como ausência de publicidade nas contratações e nos serviços.

No dia 11 de dezembro de 2020 a Polícia Federal realizou a operação “Entre Amigos”, cumprindo mandados judiciais de busca e apreensão, operação que tomou repercussão nacional.

Eduardo Azevedo advertiu aos seus pares de que o Poder Legislativo Municipal, que tem a fiscalização como uma de suas funções, não pode se eximir do dever de colaborar nas investigações a fim de que a verdade seja esclarecida e, em caso de comprovadas as irregularidades, sejam os culpados punidos.

Comissão

A Prefeitura criou a Comissão de Acompanhamento de Execução Assistencial do Contrato nº 21/2019, firmado entre o município e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social – IBDS, atual administradora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto. O decreto foi publicado na edição do dia 29 de janeiro no Diário Oficial dos Municípios Mineiros. A empresa também é responsável pela administração do Hospital de Campanha.

A Organização Social foi alvo de operação da Polícia Federal em dezembro do ano passado. A ação contou com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU). A Operação Policial “Entre amigos” visou combater desvio de recursos pela empresa que também administra o Hospital de Campanha em contrato que ultrapassa R$100 milhões.