Prefeitura de Divinópolis avalia reajuste da tarifa de ônibus após cinco anos congelada; decisão ocorre em meio à ameaça de greve.
A Prefeitura de Divinópolis passou a considerar o reajuste da tarifa do transporte público, congelada há cinco anos, diante da pressão por melhorias salariais e da ameaça de greve. A possibilidade de aumento ganhou força após reunião entre Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttrodiv) e o consórcio TransOeste mediado pela vice-prefeita Janete Aparecida (Avante) nesta segunda-feira (13/4). O encontro avançou no diálogo, mas terminou sem proposta formal.
Após três horas de negociação, representantes das partes envolvidas indicaram maior abertura para um acordo. Ainda assim, o consórcio não apresentou valores concretos e se comprometeu a protocolar uma proposta oficial até quarta-feira (15/4). A partir disso, o sindicato deve convocar assembleia para que a categoria decida os próximos passos.
Durante o encontro, a empresa sinalizou a possibilidade de equiparar os salários dos motoristas aos valores pagos em Belo Horizonte, atualmente em torno de R$ 3.180. Ao mesmo tempo, a prefeitura indicou que pode rever contrapartidas, medida que ainda dependerá de reunião com vereadores.
Até então, qualquer reajuste tarifário estava descartado e previsto apenas para 2027. No entanto, com o avanço das negociações e o risco iminente de paralisação, a prefeita Janete Aparecida passou a cogitar a antecipação do aumento como alternativa para manter o sistema em funcionamento.
Segundo a empresa, a ausência de reajuste compromete o equilíbrio financeiro do transporte público e impede avanços salariais. Atualmente, o município paga cerca de R$ 2 milhões mensais em subsídio, valor que cobre a gratuidade. Caso a tarifa seja reajustada, a prefeitura deverá suspender esse repasse.
O presidente do Sinttrodiv, Erivaldo Adami, afirmou que a categoria estabeleceu prazo de 72 horas para apresentação de proposta formal, mas antecipou que o índice apresentado na reunião não atende a demanda da categoria. Caso os trabalhadores não aprovem a proposta de quarta, eles podem iniciar greve a partir de sexta-feira (17/4).
Os trabalhadores querem um índice de pelo menos 10%. Atualmente o piso está fixado em R$ 3 mil mais uma gratificação de R$ 450. Eles defendem ainda o aumento do ticket de R$ 700 para R$ 1000,00.
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Reajuste da tarifa do ônibus
Enquanto isso, a prefeita destacou que a decisão envolve impacto direto nas contas públicas. Para atender às demandas apresentadas, o consórcio pede mais R$ 1 milhão em subsídio por mês, elevando para aproximadamente R$ 3 milhões mensais, o que, conforme ela, afetaria áreas essenciais como merenda escolar e obras públicas.
No final do ano passado, o Conselho Municipal de Trânsito (Comutran) apontou que a tarifa poderia chegar a R$ 6,58. A prefeita considera inviável aplicar um reajuste desse porte de forma imediata. Atualmente a passarinha está ficada em R$ 4,15.
Diante do cenário, a prefeitura avalia alternativas para equilibrar o sistema sem comprometer outros serviços. Uma nova rodada de negociação ocorre na quarta-feira, com apresentação da proposta na quinta. Caso os trabalhadores rejeitem os termos, a paralisação do transporte público poderá começar na sexta-feira.



