Telemedicina e medicamento Alteplase são implantados no Samu

A ferramenta possibilita a assistência médica online a pacientes; Já o remédio é usado em casos de infarto e coágulos

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) passa a contar com duas novas ferramentas: telemedicina e o medicamento alteplase. A novidade foi divulgada nesta quarta (15) pela assessoria do Samu.

De acordo com o Samu, “a telemedicina é um recurso tecnológico que possibilita serviços à distância para o cuidado com a saúde. Promove a assistência médica online a pacientes, clínicas, hospitais e profissionais da área por meio de modernas tecnologias digitais”.

Ainda segundo o Serviço, este intercâmbio de informações acontece através da internet, em plataformas online para acesso pelo computador, celular ou tablet, que agregam qualidade e velocidade na troca de conhecimentos, propiciando mais agilidade e precisão nas tomadas de decisões dos médicos.

A ferramenta já é utilizada nos Estados Unidos, Canadá e em países da Europa.

A empresa responsável pela prestação deste serviço de telemedicina é a L2D, com sede em Santa Catarina.

Alteplase

Já o Alteplase é um medicamento que ajuda na dissolução de coágulos sanguíneos e pode ser utilizado também em casos de infarto.

“Além de reduzir as sequelas de um AVC isquêmico, também ajuda a diminuir o número de mortes, pois muitos óbitos acontecem por problemas que se instalam em decorrência da fragilidade do organismo após o acidente vascular cerebral”, informou o Samu.

Só pode ser usado se a aplicação for feita até 4h e 30 minutos após o AVC isquêmico, ou seja, aquele que falta de sangue em uma área do cérebro por conta da obstrução de uma artéria. 

A compra, distribuição e controle de uso do medicamento Alteplase será feito pelo CIS-URG.

“O AVC está como a principal causa de mortes no Brasil e no mundo. Temos a expectativa que com a consultoria dos neurologistas através desse sistema de telemedicina e a disponibilização do medicamento Alteplase, sejam oportunidades de reduzir sequelas e salvar mais vidas!”, conta José Márcio Zanardi, o secretário executivo do CIS-URG Oeste.

O Diretor Técnico, Marco Aurélio Lobão, explica sobre a utilização do Alteplase:

“Houve uma reunião da câmara técnica do comitê gestor, que fez a avaliação desse procedimento, e a partir daí foi feita a distribuição do medicamento conforme as demandas e o tempo resposta mais adequado. Vão recebê-lo cidades que têm Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) e Salas Vermelhas de nível I, II e III. Será aberta uma exceção para Bambuí, que é nível IV, por ser considerado um vazio assistencial devido a estar um pouco mais distante.”

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