Thallya Beatriz: Família pede indenização milionária por morte de menina na UPA de Divinópolis

Minas Gerais
Por -26/01/2026, às 21H27janeiro 28th, 2026
thallya beatriz que morreu na UPA de divinópolis
Thallya Beatriz tinha 4 anos (Foto: Arquivo pessoal)

Família de Thallya Beatriz ajuíza ação contra ex-gestora da UPA, Prefeitura e Estado e pede indenização milionária pela morte da menina em Divinópolis.

A família de Thallya Beatriz da Silva Pinto Satiro, de 4 anos, ajuizou nesta segunda-feira (26/1) uma ação de indenização na Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Divinópolis pela morte da menina, ocorrida em abril de 2024, após atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto. A ação tramita em segredo de Justiça, por envolver uma criança. O caso gerou grande comoção e repercussão.

O processo pede indenização por danos morais e materiais contra o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (IBRAPP) — responsável pela gestão da UPA à época —, além do município de Divinópolis e do Estado de Minas Gerais.

Indenização ultrapassa R$ 1,3 milhão em indenizações

Na ação, o advogado Eduardo Augusto requer o pagamento de 200 salários mínimos para cada um dos cinco autores – os pais e os três irmãos, a título de danos morais. Ou seja, cerca de R$ 1,6 milhão no total. Além disso, a defesa pede indenização por danos materiais, calculada com base em um salário mínimo mensal, considerando a expectativa de vida da criança.

Conforme a estimativa apresentada, o valor do dano material gira em torno de R$ 1,3 milhão, montante que ainda será atualizado conforme critérios legais. A defesa informou que não pode divulgar documentos do processo devido ao segredo de Justiça.

Atendimento, morte de Thallya Beatriz e versão oficial à época

Thallya morreu no dia 26 de abril de 2024, dois dias após o primeiro atendimento na UPA. A criança deu entrada na unidade com dor na perna e inchaço nos olhos. A família apontou negligência. A médica, na época, teria feito a criança pular e minimizou os sintomas.

Na primeira visita, a médica receitou três medicamentos e liberou a paciente. No entanto, os sintomas retornaram e, ao voltar à unidade, Thallya sofreu uma parada cardiorrespiratória pouco depois da triagem, não resistindo.

À época, a Secretaria Municipal de Saúde concluiu, por meio de sindicância, que não houve erro nem negligência médica. Meses depois, apontou chikungunya como causa da morte.

Exumação e laudo inconclusivo

Posteriormente, o juiz Marlúcio Teixeira de Carvalho, da Vara da Fazenda Pública de Divinópolis, autorizou a exumação do corpo para a realização de novos exames periciais. Contudo, o laudo final apontou causa da morte inconclusiva, o que reforçou o questionamento da família e motivou o ajuizamento da ação indenizatória.