Em 2024, país registrou 717 mil crianças em situação de trabalho infantil em lares atendidos pelo programa.
O percentual de crianças e adolescentes submetidos ao trabalho infantil tem caído de forma mais acentuada em lares beneficiários do Bolsa Família, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2024, a proporção de pessoas de 5 a 17 anos nessa condição era de 5,2% entre os beneficiários do programa, o que representa 717 mil crianças e adolescentes. No país como um todo, a taxa foi de 4,3%, totalizando 1,65 milhão de pessoas.
O levantamento mostra que a diferença entre os dois grupos tem diminuído ao longo dos anos. Em 2016, a distância era de 2,1 pontos percentuais (7,3% entre beneficiários e 5,2% na média nacional). Já em 2024, a diferença caiu para 0,9 ponto percentual.
“Apesar dessa diferença, é interessante observar que ao longo da série histórica, as crianças e adolescentes de domicílios beneficiados pelo Bolsa Família tiveram redução mais acentuada do percentual daquelas em situação de trabalho infantil, quando comparados ao total de pessoas dessa faixa etária”, afirma o pesquisador do IBGE Gustavo Fontes.
Outro destaque do estudo é a frequência escolar. Entre os beneficiários do Bolsa Família em situação de trabalho infantil, 91,2% frequentam a escola, número superior ao registrado entre o total de crianças e jovens nessa condição (88,8%).
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A pesquisa também revela o impacto da renda familiar. Em 2024, os lares beneficiários tinham rendimento médio mensal de R$ 604 por pessoa, contra R$ 1.812 em domicílios não atendidos pelo programa.
O levantamento integra a edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e inclui dados de 2021 a 2023, período em que o programa social ainda era chamado de Auxílio Brasil.



