Caso envolve suspeita de envenenamento; estabelecimento foi interditado por falta de alvará sanitário e contratação de padeiro freelancer não identificado
Três pessoas, incluindo uma idosa de 78 anos, seguem internadas em estado grave após consumirem uma torta de frango contaminada em uma padaria do bairro Serrano, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. O caso, registrado na terça-feira (22), mobiliza a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária e o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) da capital mineira.
Segundo o boletim de ocorrência, o casal de 23 e 24 anos comprou a torta na segunda-feira (21) durante visita à idosa. Após perceberem o sabor azedo, devolveram o produto e receberam o dinheiro de volta. Horas depois, em Sete Lagoas, onde residem, os dois passaram mal e foram levados à UTI, onde permanecem entubados. A idosa, que também consumiu o alimento, foi internada em um hospital particular de BH na manhã de terça-feira.
- Defesa Civil de Divinópolis monitora cidades vizinhas e acompanha volume do Rio Itapecerica
- Servidores de Divinópolis pedem 15% de reajuste e pressionam governo Gleidson
- VÍDEOS: Alison pesquisou sobre acidentes e medicina legal após matar Henay
- Deputada denuncia ameaça de Simões
- Sucessão em MG tem embate entre vice governador e presidente da AMM
Investigação apura falhas sanitárias e contratação irregular
A Polícia Militar (PMMG) e a Polícia Civil (PCMG) colheram depoimentos e recolheram amostras do alimento para análise. Descobriu-se que a torta havia sido preparada no sábado (19) por um padeiro freelancer, contratado temporariamente por seis dias. O proprietário do estabelecimento afirmou não ter dados de contato do funcionário, já que os pagamentos foram feitos em dinheiro e as câmeras de segurança estavam inoperantes devido a um incêndio recente.
Além disso, a Vigilância Sanitária interditou a padaria na manhã desta quarta-feira (23) por operar sem Alvará Sanitário e apresentar irregularidades estruturais e de higiene. “Não há cadastro prévio para emissão do documento, o que configura infração grave”, explicou a Prefeitura de BH em nota.
O dono da padaria foi ouvido via Plantão Digital da PCMG, mas o padeiro envolvido segue desaparecido. A investigação também analisa se a contaminação foi acidental ou intencional.



