Suspeitos usavam cheques fraudulentos para comprar máquinas pesadas e revendê-las em outros estados
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu em Divinópolis o inquérito que apurou uma série de golpes praticados por três homens, com idades entre 30 e 38 anos, naturais de Carmo do Cajuru e Divinópolis. Eles foram indiciados por estelionato, falsificação de documento público e falsidade ideológica.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações, os suspeitos procuravam vítimas que anunciavam a venda de máquinas pesadas, como retroescavadeiras, em redes sociais ou em cartazes afixados nos próprios veículos.
Após a negociação, o grupo entregava cheques fraudulentos como forma de pagamento. Muitas vezes, os documentos passavam por consultas bancárias sem que irregularidades fossem identificadas no momento da transação.
Com base nesses cheques, as vítimas entregavam os bens, mas, dias depois, os pagamentos retornavam como sem fundos ou bloqueados. Nesse intervalo, as máquinas já tinham sido transferidas ou revendidas a terceiros, inclusive em outros estados, como o Rio de Janeiro, o que dificultava a recuperação do patrimônio.
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Prisões e estrutura criminosa
Somente neste ano, a delegada Adriene Lopes de Oliveira registrou 28 boletins de ocorrência relacionados ao grupo, com vítimas em cidades como Divinópolis, Carmo da Mata, Oliveira, Pitangui, Itaúna, Campo Belo, Passa Tempo, Formiga, Betim, Nova Serrana, Patos de Minas e Martinho Campos.
A Justiça decretou a prisão preventiva de dois investigados, detidos nos dias 1º e 2 de setembro em Divinópolis. Segundo a PCMG, eles faziam parte de uma associação criminosa estruturada, com divisão de tarefas e uso de violência psicológica contra as vítimas, inclusive idosos.
Durante a operação, a polícia também apreendeu um veículo utilizado nos golpes.
Declaração da PCMG
A delegada Adriene ressaltou a importância da investigação:
“Com a ação, esperamos reduzir consideravelmente a incidência desses golpes na região, garantindo maior segurança à população. É importante que as pessoas redobrem a atenção em negociações de veículos, especialmente quando o pagamento for feito por meio de cheques ou transferências sem transparência.”



