A votação da privatização da Copasa ocorreu após um dia inteiro de debates e manobras regimentais; Servidores da estatal contrários à venda acompanharam
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou em definitivo, na noite desta quarta-feira (17/12/2025), o Projeto de Lei 4.380/25, que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A proposta, de autoria do governador Romeu Zema (Novo), foi aprovada em segundo turno por 53 votos favoráveis e 19 contrários, após mais de nove horas de tentativas de obstrução da oposição.
Entre os parlamentares da região, os votos chamaram atenção. O deputado Eduardo Azevedo (PL) votou a favor da proposta, alinhando-se à base governista que defende a desestatização como alternativa para reorganizar as finanças do Estado e ampliar investimentos no setor de saneamento.
Já a deputada Lohanna França (PV) votou contra o projeto, acompanhando o posicionamento da oposição. Ela se manifestou contrária à privatização da Copasa. Conforme deputada, a medida pode comprometer o acesso universal à água e ao esgotamento sanitário, além de gerar impactos aos trabalhadores da companhia e às tarifas cobradas da população.
A votação ocorreu após um dia inteiro de debates e manobras regimentais contrárias ao projeto. Servidores da Copasa acompanharam a sessão nas galerias, assim como nas áreas externas da ALMG, com faixas e palavras de ordem contra a privatização.
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Valor da venda da Copasa usado para amortização da dívida de Minas
O texto aprovado autoriza o Estado de Minas Gerais a deixar de ser o acionista controlador da Copasa, mantendo, porém, uma golden share, que garante poder de veto em decisões estratégicas. O modelo previsto é o de corporation, sem controle concentrado em um único acionista.
Os recursos obtidos com a venda da estatal deverão ser destinados à amortização da dívida de Minas com a União ou ao cumprimento de compromissos assumidos no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), além da destinação de parte do valor ao fundo estadual de saneamento básico.
Com a aprovação em segundo turno, o projeto segue agora para sanção do governador e, então, poderá se tornar lei.
Deputados que votaram a favor da privatização da Copasa:
- Adalclever Lopes (PSD)
- Adriano Alvarenga (PP)
- Amanda Teixeira Dias (PL)
- Antônio Carlos Arantes (PL)
- Arlen Santiago (Avante)
- Arnaldo Silva (União)
- Betinho Pinto Coelho (PV)
- Bim da Ambulância (Avante)
- Bosco (Cidadania)
- Bruno Engler (PL)
- Carlos Henrique (Republicanos)
- Carlos Pimenta (PDT)
- Carol Caram (Avante)
- Cássio Soares (PSD)
- Charles Santos (Republicanos)
- Chiara Biondini (PP)
- Coronel Henrique (PL)
- Delegada Sheila (PL)
- Delegado Christiano Xavier (PSD)
- Doorgal Andrada (PRD)
- Doutor Paulo (PRD)
- Doutor Wilson Batista (PSD)
- Dr. Mauricio (Novo)
- Duarte Bechir (PSD)
- Eduardo Azevedo (PL)
- Enes Cândido (Republicanos)
- Gil Pereira (PSD)
- Grego da Fundação (Mobiliza)
- Gustavo Santana (PL)
- Gustavo Valadares (PSD)
- Ione Pinheiro (União)
- João Magalhães (MDB)
- Leandro Genaro (PSD)
- Leonídio Bouças (PSDB)
- Lincoln Drummond (PL)
- Lud Falcão (Pode)
- Maria Clara Marra (PSDB)
- Marli Ribeiro (PL)
- Mauro Tramonte (Republicanos)
- Nayara Rocha (PP)
- Neilando Pimenta (PSB)
- Noraldino Júnior (PSB)
- Oscar Teixeira (PP)
- Professor Wendel Mesquita (Solidariedade)
- Rafael Martins (PSD)
- Raul Belém (Cidadania)
- Roberto Andrade (PRD)
- Rodrigo Lopes (União)
- Thiago Cota (PDT)
- Tito Torres (PSD)
- Vitorio Junior (PP)
- Zé Guilherme (PP)
- Zé Laviola (Novo)
Deputados que votaram contra a privatização da Copasa:
- Ana Paula Siqueira (Rede)
- Andréia de Jesus (PT)
- Beatriz Cerqueira (PT)
- Bella Gonçalves (Psol)
- Celinho do Sinttrocel (PCdoB)
- Cristiano Silveira (PT)
- Doutor Jean Freire (PT)
- Elismar Prado (PSD)
- Hely Tarquínio (PV)
- Leleco Pimentel (PT)
- Leninha (PT)
- Lohanna (PV)
- Lucas Lasmar (Rede)
- Luizinho (PT)
- Marquinho Lemos (PT)
- Professor Cleiton (PV)
- Ricardo Campos (PT)
- Ulysses Gomes (PT)
Abstenção
- Sargento Rodrigues (PL) – votou contra a privatização no 1° turno



