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Vereador de comentários homofóbicos fala em “liberdade de expressão”

By 30/06/2022Gerais

Comissão vai analisar conduta de Reveter Rainer que fez novo vídeo pedindo respeito: “Vocês não têm que gostar de mim”

Sem se desculpar ou demonstrar arrependimento, o vereador de Pedra do Indaiá (MG) Reveter Rainer (PSL) que teceu comentários homofóbicos, misóginos e racistas, afirmou que vai “continuar defendendo aquilo que acredita”. A declaração foi feita em nova live transmitida nesta quarta-feira (29/6).

No vídeo, o parlamentar que foi alvo de protesto ontem, negou ter apagado a publicação anterior. Ela não está mais disponível no perfil dele.

Mantendo a mesma posição de antes, o vereador tentou inverter o cenário e cobrou respeito por parte da comunidade LGBTQIA+ e de mulheres, defendendo a “liberdade de expressão”.

“O simples fato de eu defender a família tradicional brasileira, os princípios bíblicos, é motivo suficiente para vocês querem me matar, para vocês quererem ser meus inimigos. Vocês não têm que gostar de mim, não tem que me amar, só quero respeito”, declarou no novo vídeo.

Na terça-feira (28/6), Rainer fez uma live atacando a comunidade LGBTQIA+ após uma postagem da prefeitura do município nas redes sociais em apoio ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+.

Decoro parlamentar

Uma Comissão Especial de Ética será instaurada nesta sexta-feira (1º/7) para apurar a conduta do vereador e verificar se houve quebra de decoro parlamentar.

O pedido, aprovado ontem, foi assinado por sete vereadores, são eles:

  • Antônio José se Andrade – PSDB
  • Rosa Andreia Assis – PSDB
  • Ivone Maria Teixeira de Andrade – solidariedade
  • José Nunes- Avante
  • Bruna Cassia de Moraes- solidariedade
  • Cleidineia Isabel Cardoso Reis- Avante
  • João Pereira da Fonseca- PTB

“Identificadas eventuais irregularidades, ela poderá encaminhar denúncia ao presidente da Casa, que em seguida, a apresentará ao plenário na forma regimental e obedecendo o decreto lei 201/67”, explica o assessor jurídico Jennifer Taylor de Melo.

A norma prevê cassação do mandato se o parlamentar “proceder de modo incompatível com a dignidade da câmara ou faltar com o decoro na sua conduta pública”.