Eduardo Print Jr. (SD) foi um dos sorteados para apurar as denúncias que podem levar Galileu Machado (MDB) a sofrer o impeachment

Após a votação que determinou a admissibilidade da denúncia de infração político administrativa, contra o prefeito de Divinópolis, Galileu Machado (MDB) e o sorteio da comissão processante, que irá julgar o caso dentro dos próximos 90 dias. O vereador Roger Viegas (PROS), questionou a participação do Líder do Executivo, Eduardo Print Jr. (SD) nas futuras investigações relacionadas ao chefe do Executivo. Também um dos membros sorteados, Viegas lançou a dúvida sobre a imparcialidade.

A comissão foi formada logo após a admissibilidade da denúncia, nesta terça (18). A partir de sorteio, foram nomeados, além de Roger Viegas e Eduardo, o vereador Renato Ferreira (PSDB). Viegas declarou que mesmo o sorteio tenha ocorrido da “forma mais democrática possível”, ele vê de forma negativa, que um representante do Executivo, participe do julgamento de algo contra o prefeito.

“Seria algo, no meu entendimento, que contraria a legislação, não que eu duvide do trabalho do Eduardo Print Júnior, eu o respeito muito, porém enxergo que o líder do prefeito tem que trabalhar para a base do governo, da cidade e em um caráter investigativo, fica um tanto quanto contraditório a participação dele nesta investigação, que a cidade tanto clama por isso”, disse Roger.

Ainda sobre o sorteio, ele falou que procurará saber da legalidade, com as partes responsáveis, para que se possível, possa acontecer um novo, com o objetivo dos trabalhos de investigação acontecerem com mais fluidez, transparência e tranquilidade.

Líder

O líder do Executivo rebateu as deflações de Roger.

“Logicamente irei respeitá-lo e como membro, ele deve analisar a peça, ver, entender o que acha e ali posicionar pontos, em cima das pessoas que vão ser convocadas, para participar desta comissão. Agora, ele achar que deve e o que não deve, que continue no achismo dele. Não concordo com o Roger”, falou Print Júnior.

Eduardo disse ainda que seguirá na comissão, assim como também é membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do IPTU.

“Acredito que as pessoas devem respeitar mais o próximo e se ele tiver dúvidas da minha capacidade de gerir essa comissão ou de fazer parte dela, que recorra ao STF (…) Hoje, no regimento interno, não proíbe nem a base, nem a oposição de participar. Então se for assim, não vai ter vereador para julgar. Para mim, ele foi infeliz na fala, pois hoje não estamos julgando quem é oposição, quem é situação. Temos um relatório, que será apreciado pelos dois terços. (…) A comissão não vai trabalhar com achismo e sim com fatos”, finalizou.

Prefeitura

Em nota, a Assessoria de Comunicação da prefeitura disse que “todos os questionamentos serão devidamente esclarecidos, ratificando de vez o compromisso do Governo Municipal com a seriedade no trato da coisa pública, com o respeito ao cidadão, com a austeridade e, principalmente, com a missão de que todas as ações têm o firme compromisso com a vontade popular de cerca de 60 mil divinopolitanos, responsáveis pela condução do prefeito a seu quarto mandato”.