Assessor parlamentar registra ocorrência após vídeos com ameaças contra Cleitinho, Eduardo e Gleidson Azevedo. Caso segue para investigação da Polícia Civil.
Vídeos com ameaças à vida e à integridade física do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), do deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) e do prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), levaram um assessor parlamentar a procurar a Polícia Militar nesta terça-feira (13/1). As gravações estavam publicadas em uma rede social e continham também ofensas e acusações graves.
O assessor parlamentar do deputado Eduardo, Leandro Henrique Oliveira afirmou à Polícia Militar que tomou conhecimento de “ameaças proferidas contra as vítimas: o senador Cleitinho Azevedo, o deputado estadual Eduardo Azevedo e o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo”. Segundo o relato, o conteúdo circulava em vídeos publicados no Instagram.
Vídeos citam ameaças e ofensas a autoridades e policiais
De acordo com o registro policial, o autor dos vídeos foi identificado como Wanderson Bernardo Ferreira. Nas postagens, ele teria publicado frases com ameaças diretas à vida e à integridade física das autoridades, além de ofensas pessoais e acusações de supostas práticas criminosas.
Nos vídeos em que a reportagem do PORTAL GERAIS teve acesso, ele acusa os irmãos Azevedo, sem nenhuma prova, de corrupção. Ameaça e os chamam para agressão. “Se vocês ficar roubando, igual vocês estão pensando em fazer o pau vai quebrar”, dispara e acrescenta: “fica desviando dinheiro que era para posto de saúde, para Cmei, fica fechado com milícia (…) o chicote vai estralar. Vamos pegar é político de paulada”.
Ele ainda desafia os irmãos: “processa eu, leva eu no Ministério Público”.
Além disso, conforme o boletim de ocorrência, os vídeos mencionavam policiais militares das equipes Grupo Especial de Resposta (Grupo Especial de Resposta – GER). Em um trecho ele diz: “vocês, a GER, o sistema tudo de Divinópolis estão na minha mão. Tenho até a oitava séria, tenho três passagem por tráfico, mas pago tudo, paguei, eu bato de frente com juiz, com promotor, desembargador”.
As publicações ainda estavam disponíveis no momento em que houve o registro da ocorrência.
Polícia confirma existência das mídias e inicia diligências
A equipe da Polícia Militar teve acesso imediato às gravações e confirmou que os vídeos permaneciam publicados no perfil do homem. No entanto, como o sistema utilizado para o registro da ocorrência não permite o anexo de mídias, o solicitante informou que possui cópias dos vídeos.
Conforme ele, o material será entregue à Polícia Civil durante o andamento da investigação, o que permitirá uma análise técnica mais aprofundada do conteúdo.
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Caso segue para investigação da Polícia Civil
Diante da gravidade das ameaças e das imputações registradas nos vídeos, os militares orientaram o solicitante sobre os procedimentos para representação criminal. O boletim de ocorrência foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Divinópolis, que dará continuidade às investigações.
A Polícia Militar destacou no registro que não houve perícia técnica no local, uma vez que o caso envolve exclusivamente material digital. A apuração agora segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que analisará o conteúdo e avaliará eventuais responsabilizações criminais.



