Romeu Zema voltou a descarta chapa com Flávio Bolsonaro e afirma que a direita se unirá no segundo turno.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reafirmou nesta quinta-feira (15/1) que pretende levar até o fim a candidatura a presidente do Brasil e descartou qualquer composição com Flávio Bolsonaro, nome indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração ocorreu durante a inauguração da subestação da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste mineiro.
O evento marcado por discursos de “união”, contou também com a presença do vice-governador Mateus Simões (PSD), do presidente do PL/MG, o deputado federal Domingos Sávio (PL) e também da deputada federal Greyce Elias (Avante) – que aguarda a janela partidária para filiar-se ao PL. Também esteve presente o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) – irmão do senador Cleitinho (Republicanos).
Ensaiando alianças para o segundo turno, Zema afirmou que, embora a direita possa seguir separada no primeiro turno, haverá união para derrotar a “esquerda”.
Zema defende candidatura própria do Novo
Durante o evento, o governador voltou a sustentar que seu projeto político permanece alinhado à estratégia nacional do Partido Novo. Conforme ele, a decisão não se baseia apenas em conjuntura eleitoral, mas, sobretudo, em histórico de gestão.
“O meu projeto, o projeto Partido Novo, é nós levarmos a nossa candidatura até o final. Eu já disse: o meu histórico profissional, primeiro, foi dirigir uma empresa que multiplicou o seu tamanho mais de 100 vezes nos 30 anos em que eu estive à frente. Dirigi o Estado de Minas por sete anos. Temos um governo bem avaliado. Então eu vejo que eu tenho uma experiência que justifica eu estar pleiteando esse cargo.”, argumentou.
Zema deve deixar o cargo de governador no dia 22 de março deste ano para disputar a presidência.
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Governador rejeita composição com Flávio Bolsonaro
Embora o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha indicado o filho Flávio Bolsonaro (PL) como possível nome da direita para a disputa presidencial, Zema afirmou que não vê espaço para uma chapa conjunta neste momento. Ainda assim, ele destacou que alianças futuras permanecem possíveis.
“E o que eu quero é somar para o Brasil, independentemente de coligação do que acontecer no primeiro turno.”
União da direita no segundo turno
Ao mesmo tempo, Zema enfatizou que a fragmentação inicial não significa rompimento definitivo entre lideranças conservadoras. Pelo contrário, segundo ele, a prioridade será a união no segundo turno.
“O que vale ressaltar aqui e o mais importante é que todos nós estaremos juntos no segundo turno. Temos governadores muito bem avaliados, governadores de direita. Temos bons candidatos da direita, então o importante é nós caminharmos nesse momento, unidos, mas talvez não na mesma chapa.”
Zema elevou o tom ao falar sobre o cenário político nacional. De forma direta, ele atacou adversários ideológicos e afirmou que a direita precisa se organizar para mudar o comando do país.
“No segundo turno nós, com toda certeza, juntos vamos ter condição de tirar a esquerda, que é um câncer para o Brasil.”



