Amanda Quintiliano

 

A portaria assinada por Kaboja foi publica nesta segunda (Foto: Liziane Ricardo/CMD)

A portaria assinada por Kaboja foi publica nesta segunda (Foto: Liziane Ricardo/CMD)

O presidente da Câmara de Divinópolis, Rodrigo Kaboja (PSL) engrossou o tom e assinou portaria, nesta segunda-feira (28) limitando os gastos com combustível. A partir de agora, cada vereador terá 250 litros por mês para usar com o veículo oficial. Considerando o preço médio do combustível, o gasto mensal, com 17 carros, pode chegar a R$ 12,7 mil.

 

A medida foi motivada pela contenção de gastos. A preocupação é em chegar ao final do ano com as contas no vermelho. Foram 10 dias de estudos até a elaboração da portaria que prevê outros controles de uso dos veículos. Dentre as regras gerais está a identificação, horários de uso dos veículos e responsabilidades sobre as multas.

 

A portaria 222 está com data de 18 de julho e foi publicada apenas hoje. Ela ainda atribui à Diretoria de Transporte a responsabilidade pelo controle de abastecimento. Os vereadores também deverão apresentar, mensalmente, sempre até o quinto dia útil de cada mês, um relatório com datas e horários. Quem não entregar terá a utilização suspensa até a regularização.

 

“Estamos implantando algumas medidas de contenção de despesas, como a limitação da gasolina para que possamos ter um controle maior sobre as contas da Casa, e assim poderemos chegar até o final do ano com as contas da Casa em dia”, reforçou Kaboja.

 

O presidente da Câmara negou que a decisão tenha sido motivada por históricos de abusos no consumo, principalmente, de gasolina. Disse que a portaria vem simplesmente regulamentar e evitar questionamentos sobre legalidade no futuro.

 

“Não estava regulamentado e precisamos deixar transparente e foi necessário esse controle dos carros. E, também para ter embasado dentro da lei, para não termos problemas futuro. Mas, não há abusos tenho até os relatórios de acompanhamento”, disse.

 

Além dos 17 veículos de uso dos vereadores, a câmara conta com outros três. O secretário geral, Flávio Ramos disse que não há um valor previsto de economia. Segundo ele, o limite de combustível foi baseado na média geral.

 

“A gente acredita que deve haver uma redução daqueles gabinetes que em um mês ou outro gastam mais. Mas, não temos um valor porque levamos em consideração a média mensal”, explicou Ramos.