Se crise do coronavírus se agravar região não tem leitos, afirma prefeito

Prefeitos do Centro-Oeste se uniram para pedir que governador autorize a abertura de leitos no hospital regional

Prefeitos do Centro-Oeste afirmaram que se não houver a implantação de novos leitos a região não deverá comportar caso ocorra o agravamento de casos do coronavírus. A declaração foi feita, nesta terça-feira (24), durante coletiva de imprensa. Eles se uniram para tentar convencer o governador Romeu Zema (Novo) a liberar R$20 milhões para a implantação de leitos no Hospital Regional, em Divinópolis.

“Se a situação se agravar não terá leitos para atender toda essa população da macro e microrregião. No caso de Cláudio, não tem nem CTI”, disse o presidente do Consórcio Intermunicipal do Vale do Itapecerica (Cisvi), o prefeito de Cláudio José Rodrigues Barros (PRTB).

Leitos seriam implantados em uma das alas mais avançadas (Fotos: Divulgação/PMD)

Com 80% das obras concluídas, a construção está paralisada desde 2016. Mesmo assim, eles defendem que uma das alas mais avançadas seja utilizada para receber entre 50 a 100 leitos. Inicialmente, toda a estrutura montada seria para tratamento exclusivo do Covid-19.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Ampliada Oeste (Cis-Urg – Oeste) – o mesmo que gerencia o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), assim com a própria Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Divinópolis, em um primeiro momento, poderiam assumir a gestão da unidade. Entretanto, por enquanto, os prefeitos preferem não aprofundar nas questões relacionadas ao gerenciamento e custeio.

“Não estamos discutindo gestão e sim o que vamos conseguir oferecer de leitos para a nossa região para que a gente não passe por situações como na Itália em que os médicos, em determinados momentos, precisam definir quem vive e quem morre”, argumento o presidente do Cis-Urg, o prefeito de Carmo do Cajuru, Edson Vilela (PSB).

Deverá ser feito o rateio entre os municípios para o custeio. Com a autorização para o funcionamento, Estado e União também poderão aportar recursos.

Ajuda de empresários

Se o plano A não for aprovado pelo Estado, os municípios vislumbram outra alternativa.

“Tem empresários fortes que estão sensibilizados, se fizermos uma campanha, juntamente com esses empresários, tenho certeza que a gente consegue alavancar um volume expressivo de dinheiro para investir nessa estrutura”, disse o prefeito de Cajuru.

Para Edson Vilela não há motivo para falar em montar outra estrutura que não seja aproveitar o que já está pronto no hospital regional.

“Porque gastar se já temos uma estrutura pronta? Vamos usar esses recursos para comprar equipamentos, insumos, para colocar a ala para funcionar”, questionou.

Outra alternativa é a possibilidade de abertura de 30 a 40 leitos no Complexo de Saúde São João de Deus, caso tenha estrutura física para comportar.

UPA nível 3

A viabilização dos leitos no hospital regional, segundo o prefeito de Divinópolis, resultaria, após o enfrentamento da crise, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) nível três para atender a região até que a obra seja 100% concluída.

Em nota enviada neste domingo (22), a Secretaria de Estado de Saúde (Ses) informou que “monitora 24 horas por dia a situação do coronavírus e que estuda todas as possibilidades viáveis para a abertura de leitos nos municípios mineiros, sempre em parceria com o Ministério da Saúde. Diversos fatores são levados em consideração. No momento oportuno, as definições serão comunicadas à sociedade”.

Amanda Quintiliano

Amanda Quintiliano

Amanda Quintiliano é editora-chefe do Portal Centro-Oeste. Jornalista por formação e paixão. Curiosa, observadora e questionadora.

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